DAS MALDADES DO CORPO

________________________ultimas escritas



E nesses fios de prosa incompleta encontro uma historia encerrada num prado de pensamento estival. A historia de se escrever com a alma e seguir um trilho de toques e olhares que estao presos a vergonha de se mostrar o sentimento... A mesma vergonha que me proibe de ser completamente SER, - O que outrora era apenas uma ideia proscrita para o futuro que e hoje...

O futuro de se escrever e ignorar o enredo... escrever a verdade da historia... ...Perder-me algures nestas frases e num tempo que nao existe.

A sequela da pintura que aprendi foi-me ensinada pela rigidez hostil da penuria e falta de pao na mesa. Sentir os pobres quererem a musica tocada com unhas sujas e trapos alegres. Embora nao se possam trazer de volta os afugados as maes pedem que o ultimo sorriso seja quente e seco como uma manifestacao benevolente. Quase que como um aniversario vivido sempre a mesma hora. Sem o sopro de velas. E as esponjas que acariciaram o roxo da pele voltam ao mar. Voltam ao banho.



...O enterro vivo que se descreve no posfacio do existir, no animal que rasga a carne com um veu de falsidade. A quimica cristalina que arde em redor desse ultimo cadaver. Ao acordar, chego ao fim do caminho-sonho sem sentir os pes. Estendo-me ate a muralha que separa o vazio do caos. E nessa loucura de amar as personagens dou-lhes a temperanca da terra. Escrevo na obrigacao de lhes dar algo que possam levar para casa. Uma vida dentro de mim, que se sobressaia numa convulsao amarga. Ou com a tosse que vem da intoxicacao de quem nao nos larga a porta-redor. Um golpe no punho, o entrave ao crepusculo do anormal. As pecas que nos ladeam no mundo subtraido da real-ilusoria pequenez da vida. Aceita toda esta descricao de um companheiro no estreito frio em que se podera alcancar um castelo. Diz a obscura tentativa de receber a qualidade da luz:

- Era dia, e nesse instante nao consegui perceber se a ruptura da minha visao era causa da estacao se acolher ou apenas um refugio da narrativa!

O mar estava tepido mas as pernas doiam-me. O genero de pessimismo apos uma existencia discursiva. Encontrava-me dentro da minha ficcao, num trajecto feminino-masculino, cheio de formas, o proprio objecto das minhas definicoes. Com os pes no indice e os olhos no titulo, adaptava-me a evolucao da historia, e perdia-me com o vazar da velha mare. De facto, a mistica pertence-me inteira, permutavel...E neste texto sou apenas uma elipse...

...Um escravo da malicia jovial da prosa que me obriga a falar do dom:

- Vejo as sombras dos demais e converso em tom de limite. A forma primitiva de falar com os mortos sem ocupar-me com a religiao dos vivos. Saos esses, os demais, que me envolvem numa chama cujo calor e a fornaca dos meus sentidos. Sobre outras maos quentes que seguram o corpo de alguem nessa travessia de turpor para riso com uma expressao de animal-coisa. Nao sou nada, mesmo pensando que recebo a linguagem do homem em segunda mao... - Sou uma coisa mal achada, um momento mal acabado! Deixo as arestas da minha invencao esclarecerem-se, e tornarem-se mentais> coisas desligadas do sopro escrito sobre a ravina...
...
...O alem que se segue e uma lingua alienada. Um universo entre a vogal e o desembaraco da mao. Um sistema de ruptura interior, um discurso com o proprio ser... O que se segue e pouco mais do que uma vertente do tempo. Poder existir em varias dimensoes irreais em que a vida se guarda num estojo simbolico. E o mito, essa coisa que atrapalha a analise da maldade, por vezes antecede o que me e dificil de demover: os demais. Ai serei algo que talvez possa retirar das tuas maos/uma voz dominada pela loucura/a libido da propria noite/a morte dos fundamentos/ Orfeu com dores de mente/um holocausto de fadiga/ a expressao que se manifesta em relacao a mim... / posso entao perguntar? - Sim, diga-me, peca-me, e a cobica trara a morte ao objecto que mais te cinge! Aquele que te ataca o espaco. O objecto-ar que se propoe num plano desintegrado dos passeios vazios.
Despistado e tornando-se mais aquoso do que a agua. Fluido no meio da interpretacao do que te escrevo. Translatado sem identificacao-

...A minucia encontra-se aqui no meu colo, sao todos estes livros que possa guardar, com o fim de possuir a geografia das mentes que os escreveram. E provar o vinho que se cuspiu nas virgulas mal pensadas. Depois trocam-se as voltas a noite e o po torna-se a alma. O desgaste do lume brando vinca o habitante desta casa. A mesma pessoa que viveu aqui anos sem fim, numa simetria disposta em assoalhadas abrangidas pelo medo... que se considera parte dos demais.

Busco o exilio no alem!



Uma rajada de mim mesmo entra pela casa adentro com a sombra a bordar os objectos. Esperando que se revele a outra parte do meu ombro confundido por pulmao...numa quimica errada prescrita pela auxiliar de doenca. Com uma carta de avio fiado ao balcao "de una tienda" de oculos ligados aos olhos por uma ma lingua. Da-lhe de comer que a velha cancao nao dorme sem levar consigo mais um corpo... ...sem enterrar o desespero que sao os ossos de uma maldita existencia ou talvez... ...um humanismo que se desdobra em egoismo cruel...

Afinal, todo o homem dorme na tentativa de se amar com equivalencia lucida.

Um homonimo primitivo apresenta-se numa forma glicerea, crua, desnudo do significado que lhe consiste em imaginar: O tipo de organismo espesso, preso por garra, com a idea primordial de fundar a nebulosa raca...e o hemisferio consciente segue a cor sem perder o todo-abstracto. A necessidade de separar o autismo do nao-Eu e as imagens de uma escrita perdida equipada com um globo de cores que nao sao vistas mas no interno do adormecido. Falham-me a visao o gosto e... o espaco entre dois arcos cessa de existir pois esses perderam o mecanismo de mutacao. Uma simples palavra que se explica quando nao se sabe o que diz mas percebe-se o que faz! A continuacao inferior da abundancia de falar!

Pois fala-se tao bem:

- da miseria dos dias que corroem o salitre da alma.....que me empurram numa catarse de cores desfalecidas. Para o mesmo dialogo de uma danca contorcida... ...membros ejectados sem rumo enchotando o medo de se perder o equilibrio da mente..... As sensacoes que nos carregam para o outro lado. Atravessar um quintal de erva doce humedecida. De raizes secas infundidas na chavena que me oferecem.... vezes sem canto... E nesse percurso entre o ser e a emocao-produto de uma maquina ha o ensejo de conjugar o verbo da criacao original em todos os tempos possiveis. A flexao declinada de cada palavra. Trazer-se ao costume o Eu, seguido do Tu, por qualquer razao segundo as regras do latim vulgar....E pedir a transformacao de muito afazer! Avancar com denodo sobre a tela de um leitor abandonado pela clareza e sossego do romance-prosa. Nem a verdade se presta a medir o pensamento do outro corpo, tendo no espirito a identidade que lhe podera visitar em qualquer altura/acontecimento/dor.

...Assim querendo, aquele que vive limitrofe a parte liquida de uma nova linguagem, tem as tropas de uma nocao/nacao diferente em seu favor!

- E pode continuar em busca de uma crianca fatal, ferida pelo remorso de se quererem paradigmas,... e depois:

encetar a sexualidade numa idade adolescente....
...
...num dominio ensaguentado de realeza o padastro da idade esconde-lhe os talentos com uma navalhada de amores transpessoais... corrido pelo rio abaixo. Parece-lhe ter fugido a cor devagar... sem apressar o nascimento da crianca abdicada que foi a escrita. Sofrego pelo suco de vogais de uma terra que lhe arrancou o respirar. ...como que se o cuspo fosse mais seco.



o lapis hermetico arranhou-me a espinha e o rascunhar pesado da sua mao aspera mostra-me a inquietude que vive numa modernidade pos-tudo. Sem lugar a mistica de orfeu ou a doutrinas de poesia interior... ...A violencia desta transfiguracao ultrapassa o meu espaco desprovido de lingua


Sem querer falar o caracter do povo. A constelacao de pequenas leituras. A disponibilidade de explorar o poema.

...Aprisionar o pensamento sem possuir a mocidade de cada um...


Eis um vestido fugido do real vulcanico. Amedrontado pela casa onde brilham a terra e o lamento do sexo. E a recuperada ebriedade do livro arremata-se nas maos da preguica. Va-se la saber a escolha urbana de atrair a insonia! Para que as ideias fluam nesses corredores electricos que mantem a distancia da alvorada.... ...A queima da vegetacao....Semear mais vidas para os tracos do dedo acompanharem o perfume dos acontecimentos.

O barulho de cada onda ventosa propaga-se-me na mente como uma doenca.-> devorando a carne com uma forca brutal, que se rompe com a honestidade dos olhos...

E os numeros indecifraveis caem com uma cabala que so o trovejar podera desmascarar. A resposta esta na realidade da escrita...No regresso ao percurso de montar um palco em dia de chuva e continuar o trabalho ate uma sopa salgada saltar-se no paladar. Ate que encontre parte de mim mesmo e suba nesse contorno desenhado e encontre um olhar nitido, explicito de vulgaridade. De humanidade...

Nao temer a paragem do dialogo....o nao-dialogo........o pasmo de ambos...
......................................................................o absurdo da pequenez da voz! E as palavras serem menos do que uma visao turva, embriagada pelo chorar. E que o chorar mudo torna a visao impotente. Cobre os caminhos da mente com o ricto falso, e todo o corpo acompanha a mimica de alegria sem perceber que entao tudo se dispersou. Fugiram os proverbios do corpo, e os pobres ditos da alma correm aziagos.

...Pouco do cadaver fica para o povo senao a implicita historia. O desiquilibrio do traje, a idade da primeira bebedeira, a preferencia do perfume agreste e as maquinas distantes de escrever o necessario...

Com o poder de tocar um instrumento que lhe foi completamente errante...determinado numa dimensao que fosse o braco do pai alcancar o oriente, fugir ao vulgar...o deleite da arte ser algo suave que pudesse desenhar o passado de uma forma mais bela...apetecivel... ... responde-me:

- Subi pela floresta e perdi-te la!

Foram horas que se podiam contar em relogios de agua. Em dias de dubia lucidez...em que o objecto procurado nao foi perdido, esteve sempre la, na mesma porta que se encontra aberta para os demais. Um rasgo no tempo que abrilhanta as facetas do proprio existir. Que me responde:

- Subi pela floresta e...? ...O final de qualquer historia esta nas maos do escritor. Do inventor. Antecipar os contos e com que voz serao contados. O oculto que abrange a mutilacao dos sentidos. A vigilancia do pensamento.



...Um preludio fugido dos fornos de um mapa antigo modifica-se na arquitectura sucessiva de intrigas.

Coberto de um corpo morto...o olhar esguio controla-se no estreitamento do toque de uma mulher que reside na nossa antiguidade. A nostalgia de um duplo espelho, o nao dormir...
...
o nao querer conhecer
...
o nao saber como puxar a roldana da multidao.
...
No entanto ser incapaz de pressentir a presenca de uma imobilidade espacosa.

...O genocidio castigado de filhos com olhos de sobrevivencia
no sufoco de uma matilha de povo...
...de caes invisiveis...
para sempre com o sonho de dominar a beleza do corpo...
...a pobreza da mente...
o destino de um leito espesso.


Chamou-se a conferencia pronunciada no coreto de uma praca descaida para as faces... ...soltem a gente do turpor da batalha... ...pouco a pouco projecta-se outra vertente da vida


A transmutacao de um album juvenil em que a curiosidade descansa, o esquecimento de te chamar pelo arredor do labio ocupa-me o dia.

A tuberculose impura da historia. Preferir o amargo tempero da matanca de um animal sem asas p'ra exigir liberdade ao puro texto. -Queres ouvir os ultimos momentos gravados no paladar? E como conseguiras agarrar as gotas de sangue com as maos presas no fundo do espirito? E que esse nao te deixara atirar a restante malicia a um tanque de memorias. Depois ficara o lodo na probabilidade de se barrar os ossos com banha de morfina. Para acalmar a dor!

Colhem-se as amostras do pais de impressoes trans-ligadas por uma rede de fusiveis mal utilizados - e o primeiro andar de uma casa subita de vida torna-se agora o res-do-chao de um imovel ribeiro colado a terra.


Subi pela floresta e encontrei-te la!

Nao vi ninguem. Nao visitei a experiencia d'outrora. Haviam dias que se puxavam a si mesmos numa rotunda de dedos enrugados. Floridos numa ferrugem pintada de eterno.

Subi pela floresta e beijei-te la!

Agora sim posso pedir as loucuras que me devem as moleculas de um velho navio furtado. A translucida forca do musculo que aperta a manga.

Desci.

Voltei a escrever.

De uma forma inclusiva. Receitei-te a panaceia para te curar os males de um corpo dado ao manifesto da doenca. Um teatro transmudado em missa de alma destituida. Entrei na casa que fez parte do matadouro de chao lavado cedo pela manha e que nas tardes quentes era a essencia da morte pela navalha.

O canto de uma outra lingua apazigua a divulgacao do quiasmo que se esconde na mente...

...Entao a figura do pensar podera inverter em cruz a biografia do Ele-ser-tu. ...Abranger mais espaco para a consulacao do dormir, o fragmento do consciente que nao se lembra que existe. ...Falar do acompanhamento em que os acessorios da tristeza se possam equilibrar na voz/ferir levemente a pele com a ofensa do sexo-ardor. Penetrar a transicao da obra p'ra semelhanca do avesso da origem. As maos que executam a idea, visao aproximada que desabrochou no intuito.


..............................................................................Trasfegar o suor-sangue do sensual sem sedimentos.

Um ramo de qualquer orgao periferico............................................................................................................

Sera o monismo a desculpa do fenomeno da dor? Sera algo alem da estrofe? .....

...
....................Da mera escrita argamassada em artificios de um deus contextu. A idade que fugiu do mundo, da grandeza fisica que nao se pode dividir. Nao ha corporeo que possua mais a verdadeira descricao do sacrificio do que o acordar de uma crueza fria. O utensilio da arte-pobre em que o mapa e desenhado a mao, e a palavra! A sintese-arma do intelectual.

Algo se passa nas costas do objecto. Tirei-lhe os ossos: e as roupas e o prazer! E tudo. - Comi-lhe a carne, pois fazia-se tarde. Nao queria o apodrecimento da maldade. O azedo do poeta antiquado que escreve a lirica. - Que fazes aqui? Neste lugar de graca/sobrenatural?

- Explica-me:

A nocao de bramir um sitio em que se possam percorrer os detalhes de um crime literario, especifico. Vem aqui contar-me sobre a matriz de varios objectos- A funcao de resgatar as formas que habitam a duracao do espaco... Talhar um busto que se digam quimeras de si...o delirio da chegada a um lugar entre o corpo de cabra e a cauda de dragao. O susto do firmamento segura-nos a presenca no paraiso esculpido a medida. O baile da hipocrisia que chega cedo em declamar o fado com gestos convenientes, que ama o outro de esguia sem se cansar. Interromper o cromatico sucessivo de cores e sons que mordem o sono... Tento escrever uma paisagem ficticia ou a biografia que melhor me descreva o medo rarefeito de uma miasma que decompoe a poesia de feicoes.

E a crianca confunde-se com a consonancia de sons que rimam na massagem de um mamilo espacial. O ultimo vigor do lapis numa corda de rabiscos. Que se escreve de algo. Que se escreve:

-Das ultimas escritas...de uma linguagem organica sem festa...
...das liberdades do corpo iluminado por horoscopos cabalisticos
...pagas num adeus algo autoritario puxado pelo ridiculo das roupas de domingo, os olhos rasgados num orientalismo de jogo e premios, movimentos de partes odoriferas - a notavel surpresa de tolerar a surrealidade da mulher querer o norte partido do sul do homem ...dos tambores de um pais exterior a revelacao do seu proprio estado de SER...
...de dar
...de partir a ilha que rodeia as veias de vinho a medida que percorre o vasio oval da natureza suspenso-animada ...existentes sem pontuacao.
...que sao pecas de musica alterada numa sincopia dolorosa entre o jovem timpano e a tarde do ouvir... ser o veiculo das ondas transitorias deste discurso...curso...urso.

um animal-tremor com olhos claros em redor de um anel sem nome, a desidentificacao da lingua trespassada de geografia de agua.

......................................................................A plumagem sentimental de uma mascara de repressao-ilusao...................................e escrevendo o dito cujo: - nao me questiones o preco da caricia...................nao faz mal puz agora mesmo todo de uma vez o perfume da velocidade.
- que se podera fazer? E aqui ao meu lado ouco o batuque do que em arabe se chama ALgures. - O arrepio-arregalo da tua fotografia poetica enterrada ate a cabeca numa praia humida nas costas de uma juncao hipotetica.......algo que se mude rapidamente numa atmosfera pre-criminal. O pre-vivido neste mundo em que nao se encontra o verdadeiro crime da psique. Experimentar a vida baloicada nos cabelos determinados. - Onde esta a telepatia?

Volta atras <<<<<<<<<<<

Reprimida solucao de artebulimica, A palavra contraria o significado e viola a politica de um lencol que nos tapa os olhos. E nos esconde a fome de manifestar o estoicismo ancestral em delirios de arte.

Recolho-me ao significado da licao.

O primeiro tableau do nao-nascido humanisado numa criacao postuma. A existencia repartida ao acordar de um espirito encarcerado. - Desculpe-me senhor p'la pressa da ignorancia, quase que uma angustia ardente me consome a tripa! - No mesmo assunto de desculpar aos mortos desenterrados a estranha vida afastada da terceira pessoa da singularidade...

Se queres que te diga ...o caderno esta incompleto de letras que jamais serao sequer pensadas

...usa o mesmo vestido que te trouxe um pouco de alegria no dia em que a iluminacao derivou ...e entao, sim um dia poderas encontrar a oposta latitude da cama


Continuando a putrefaccao da carne..................................................................... ..........a coincidencia de me criar a mim mesmo em cada peca de pano pincelado a moda da casa..........a inauguracao do amor.......


Anda p'ra frente >>>>>>>>>>>

Ocupa... a invasao do arquetipo numa inexistencia ideal com firmeza de dor...

...Mas o pecado conjunta-se com o materialismo historico e vence o jogo a olho nu. Repetem-se... ...as camas feitas para objectos desconhecidos...o tratado da gramatica entrelaca-se
.....................................................................................em romance com um idioma que se articula no seu proprio fundamento carnal.

- Diz-se de um dia como qualquer outro/disposto por um contador de historias..E desaparecem as filosofias minutadas no ponto exacto do ensaio: - Opor-se a guerra por propriedade de ideas/aquelas que ocultam a essencia da narrativa - Obstar a urdidura do conto-prosa-poesia! Erguer o contento factual do que se escreve e descobrir o sofrimento figurativo de cada um.

Usar a anatomia como arma de mao__________________matematica de carne.

E a perspectiva Renascentista perpetua-se numa camada de cromio, como simbolo de futuro. Qual melhor demonstracao de conhecimento/arte? Pintura-Escrita? E o espectaculo que se procede e de natureza torta/com criaturas vivas/em pausa: ||>

...Quando um grande feiticeiro desmerece o nome e se claustra de arcarias, o seu mar-trabalho torna-se nostalgia. Recolhe-se nos suburbios da mente e dorme em repouso temporal/anatomico. Dividido num campo de proto-Eu, descura-se com a fermentacao do pensamento. Mata-se com um punhado de subjectividade.

Esquece-se:

... da pustula corrompida por uma inversao que proclama as filhas do utero fundido com um povo envergonhado p'la morte da coragem

... da diaspora da arte que sera reconhecida onde o estrangeiro sera a propria arte, onde o criador se tornara a criacao.... e entao se seguem...

................as maldades do corpo!





Claudio Pestana, July 2002




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